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08-09-2021
Confiança e expectativa na retoma dos cruzeiros

 Confiança e expectativa são palavras que podem resumir o estado de espírito dos players inquiridos pela AGEPOR a propósito da retoma da atividade dos cruzeiros. 

Eduardo Cabrita (MSC), Catarina Rawes (Rawes), Marta Sá Lemos (APDL), Ricardo Medeiros (APL), Francisco Teixeira (Royal Caribbean), Fernando Santos (GlobalSea CruiseXperts) e Paula Cabaço (APRAM) falaram de como está a ser o reinício das operações e das expectativas para o futuro próximo.

Embora de uma forma discreta, como é seu timbre, a AGEPOR teve uma forte participação no encontrar de soluções e compromissos que permitiram um clima favorável à retoma da atividade da indústria dos cruzeiros em Portugal. 

 

AGEPOR - Como está a decorrer o reinício da época dos cruzeiros?

Eduardo Cabrita (MSC) - As reservas para a temporada de Verão 2021 têm estado a ocorrer a bom ritmo e desde que retomamos as operações, em agosto do ano passado, a MSC Cruzeiros tem estado a proporcionar aos hóspedes férias seguras e tranquilas, ao criar uma bolha de segurança a bordo dos seus navios através da implementação de um protocolo de saúde e segurança líder no setor.

Temos muitas reservas de portugueses, e inclusive temos portugueses que já viajaram, desde agosto 2020 aquando do recomeço das operações, e o feedback foi mesmo bastante positivo. A procura por cruzeiros com embarque em Lisboa e no Funchal a bordo do MSC Virtuosa e do MSC Splendida tem estado bastante forte, principalmente devido ao facto dos clientes poderem embarcar e desembarcar à porta de casa, sem necessidade de voos.  

À medida que foram surgindo notícias positivas sobre a evolução das vacinas notámos sempre uma maior remarcação de férias e, aliado às boas notícias, conseguimos provar que o setor dos cruzeiros é dos mais seguros. 

 

Catarina Rawes (Rawes) - Ainda só tivemos uma escala, desde a abertura dos portos. Temos previstas mais quatro escalas em setembro e só em outubro é que as escalas irão voltar em força. Assim, de momento, ainda é um pouco prematuro fazer um balanço. 

 

Marta Sá Lemos (APDL) - A retoma pós pandemia está a ser feita de forma gradual. As medidas impostas no período pandémico começam a ser levantadas e as companhias estão já a retomar as suas viagens. 

O Porto de Leixões foi o primeiro porto do continente a receber um navio de cruzeiro no pós-pandemia. No passado dia 25 de julho, o Terminal de Cruzeiros acolheu o World Navigator (construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo) em viagem inaugural, tendo aqui embarcado mais de 100 passageiros. O próximo navio está agendado para o dia 12 de setembro. 

 

Ricardo Medeiros (APL) - A retoma da atividade de cruzeiros no Porto de Lisboa tem decorrido de forma gradual e bastante positiva. 

Desde o passado dia 17 de maio que o movimento de passageiros de cruzeiro voltou a estar autorizado nos portos do território nacional continental, e no porto de Lisboa a retoma da atividade comercial ocorreu a 26 de julho, com o navio World Navigator, da Mystic Cruises, aquando da sua viagem inaugural de 11 dias com saída de Leixões e escalas em Lisboa, Gibraltar, Formentera, Ibiza e Capri, e Pireus, na Grécia.

Para que se tornasse possível a reabertura dos portos em segurança, garantido o sucesso das operações dos navios de cruzeiro, foi essencial o trabalho realizado em articulação com a LCP - Lisbon Cruise Port, juntamente com a Autoridade de Saúde e demais Autoridades, na elaboração dos protocolos de segurança, planos de contingência e procedimentos que asseguram todas as condições para a retoma da operacionalidade integral do Porto de Lisboa em condições máximas de segurança. Naturalmente, todos estes instrumentos funcionam em plena articulação com os protocolos das companhias de cruzeiro e de todas as entidades que intervêm nas operações. 

À margem dos protocolos e dos procedimentos legais todo o trabalho desenvolvido pelos agentes económicos envolvidos, em que os agentes de navegação assumem um papel preponderante, tem proporcionado um ambiente seguro na abordagem aos exigentes desafios colocados pela pandemia Covid-19, quer no planeamento quer na implementação de uma estratégia bem estruturada para superar alguns constrangimentos que vão sendo identificados à medida que as operações vão retomando.

 

Francisco Teixeira (Royal Caribbean) - Depois de cerca de 18 meses com as operações completamente paradas, considero que o regresso dos cruzeiros está a ser bastante positivo. 

Como sempre, as companhias de cruzeiros adequaram os seus protocolos às necessárias condições de segurança, e estes estão a ser executados com muita qualidade e segurança. Também as tripulações estão muito contentes por voltarem à atividade profissional, e com bastante empenho nesta nova normalidade.

Acredito que nos próximos seis meses as operações estejam já com praticamente todos os navios a operar, e se o efeito COVID19 não nos trouxer novas surpresas, penso que a atividade retomará a sua normalidade comercial. 

 

Fernando Santos (GlobalSea CruiseXperts) - Os cruzeiros representam um importante segmento no mercado do turismo nacional, com grande margem de crescimento.

A pandemia veio trazer um lockdown inesperado, com perda total de negócio, indefinição quanto ao arranque e muitos sonhos perdidos por parte dos hóspedes.

A ausência de regras comuns internacionais (e não só europeias), dependentes das regras e estado sanitário de cada país, veio acrescentar insegurança na decisão e na hora de planear e comprar um novo cruzeiro.

Para os portugueses, que necessitam em grande parte de voos para embarcarem, se inicialmente não tinham nem aviões nem cruzeiro, depois começaram a ter alguns navios no Mediterrâneo, apenas em alguns portos, mas nem sempre os horários da aviação coincidiam, obrigando a noites adicionais no destino de embarque/desembarque.

O renascimento tímido da atividade foi variando à medida que as notícias de atrasos ou avanços da pandemia e da vacinação surgiam nos media.

Sentimos que as reservas ou são para turistas que querem sair na semana seguinte ou mais no longo prazo, muitos meses depois. Não sentimos um período intermédio de reservas.

Na GlobalSea CruiseXperts estamos a pensar cada vez mais no longo prazo e, naturalmente, na segurança dos nossos clientes. Devido a vários cancelamentos fora da Europa para 2022 temos, por exemplo, um número de reservas assinaláveis para 2023 de clientes novos e de clientes que já levam o terceiro cruzeiro cancelado.

 

AGEPOR - Quais as expectativas até ao final do ano? 

Eduardo Cabrita (MSC) - Graças às nossas políticas de cancelamento flexíveis e ao nosso protocolo de segurança líder na indústria, temos notado muitas agências de viagens a remarcar as viagens dos seus clientes para 2021 e já bastantes para 2022 também. 

Embora o ano de 2021 seja entendido como um ano de transição, acreditamos que será um ano muito simpático em termos de vendas, especialmente para o verão do setor, onde os cruzeiros Lisboa-Lisboa e Funchal-Funchal vão ajudar muito, e acredito que 2022 será um dos melhores anos de sempre para os cruzeiros. 

 

Catarina Rawes (Rawes) - As espectativas neste momento são boas. Se as escalas de setembro e outubro se confirmarem e, de facto, não houver mais cancelamentos, teremos um novembro e dezembro com números de escalas iguais aos dos anos pré pandémicos, o que a nosso ver será fantástico e um forte sinal de que os cruzeiros estão de volta.

 

Marta Sá Lemos (APDL) - Até ao final do ano estão reservadas 28 escalas de navios de cruzeiro. Para 2021 estavam agendadas 140 escalas de navios em Leixões e cerca de 160 mil passageiros, o que não se veio a confirmar pelas razões conhecidas. 

O Porto de Leixões elaborou um Plano de Contingência e os terminais de cruzeiros adaptaram-se à nova realidade tendo em conta as orientações da DGS. Juntamente com as companhias de cruzeiro e demais entidades locais e prestadores de serviço, foram elaboradas um conjunto de medidas a adotar aquando das escalas de navios, por forma a receber os cruzeiros e seus passageiros e tripulantes em perfeitas condições de higiene e segurança.

 

Ricardo Medeiros (APL) - As nossas expectativas são muito favoráveis e estão, de certa forma, alinhadas com o contexto europeu, destino onde a indústria mostra sinais de estabilização. Com a introdução dos exigentes protocolos de higiene e segurança, taxas de ocupação mais baixas e medidas de proteção adicionais por parte das companhias de cruzeiro e dos destinos, a confiança dos consumidores vai sendo gradualmente conquistada e a procura por viagens de cruzeiro começa a aumentar consideravelmente.

 Deste otimismo é exemplo as previsões que temos até ao final do ano, com mais de 100 escalas agendadas para o Porto de lisboa, podendo corresponder ao movimento de cerca de 100 mil passageiros. 

Naturalmente, poderemos, ainda, assistir a alguns cancelamentos, inevitáveis neste período de alguma incerteza, mas estamos bastante confiantes que a indústria dos cruzeiros fez e continua a fazer um enorme esforço para retomar a atividade num ambiente estável, em sintonia com os destinos e com os seus parceiros locais, por forma a proporcionar um elevado padrão de conforto e segurança, esforço esse que dará os seus frutos já no próximo ano. 

 

Francisco Teixeira (Royal Caribbean) - No caso do Grupo Royal Caribbean, a perspetiva é de que 80% da frota esteja em operação até final do ano, e que até abril 2022 todos os navios estejam a operar. 

Na minha área de atuação de Vendas e Marketing, estaremos já a partir deste mês bastante ativos, e com umas expectativas muito positivas. Vamos encontrar grandes alterações no comportamento do mercado, mas considero que como os cruzeiros representam uma experiência de viagem de 360º isso nos ajudará a estimular novo segmentos de mercado.

 

Fernando Santos (GlobalSea CruiseXperts) - Atualmente, e com o “renascimento tímido” que se faz sentir, os navios estão a regressar à atividade com as limitações conhecidas e controlo a bordo, mas sobretudo ao nível das excursões em terra. Há companhias de cruzeiros que as permitem e outras que não em certos portos, e isso sente-se que é um fator importante na tomada de decisão na escolha da companhia de cruzeiros. Mais cedo ou mais tarde voltaremos a poder sair do navio quando nos apetecer, sem ser na dita bolha. 

As operações de navios a saírem de Lisboa estão previstas e serão uma lufada de ar fresco e um catalisador para a retoma quase completa em 2022.

A impossibilidade de viajar para alguns países por motivos de lazer, por exemplo para onde está a maior opção mundial de cruzeiros, os EUA, ainda é um revés significativo para uma retoma que vai para além deste final do ano, diria mais, de todo o ano de 2022.

 

Paula Cabaço (APRAM) - Os Portos da Madeira têm previsto iniciar a sua época em outubro de 2021.

De acordo com as reservas atuais, os Portos da Madeira têm previstas mais de uma centena de escalas. No entanto, deveremos ter em conta que a sua concretização está sempre dependente da evolução pandémica.

Acreditamos que o segmento do Turismo de Cruzeiros tem todas as condições reunidas para retomar as operações sem mais recuos. As companhias e o trade em geral estão confiantes para acompanhar a tendência de crescimento que a indústria do Turismo está a ter ao nível da Europa.


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